A recente geração de imagens com inteligência artificial utilizando o modelo 4o do ChatGPT trouxe à tona um debate polêmico. Usuários estão criando imagens no estilo do Studio Ghibli, mas isso vai contra a visão de Hayao Miyazaki sobre o uso de IA na arte.
O modelo GPT-4o foi anunciado como o gerador de imagens mais avançado da OpenAI. Ele permite a criação de ilustrações altamente precisas e realistas. Isso facilitou a reprodução de estilos artísticos famosos, incluindo o visual desenhado à mão do Studio Ghibli.

Imagens geradas por IA nesse estilo se tornaram tendência nas redes sociais. Elas retratam desde figuras políticas e celebridades até eventos historicamente tristes, como os ataques de 11 de setembro. Mas no geral, alguns elogiam a tecnologia, enquanto outros criticam a apropriação da estética sem o envolvimento de artistas.
Miyazaki e sua visão sobre IA na arte
Em 2016, Hayao Miyazaki assistiu a uma demonstração de animação gerada por IA em um especial da NHK. A tecnologia recriava movimentos grotescos para jogos de zumbis. Para os desenvolvedores, isso era algo inovador. Para Miyazaki, era um reflexo da decadência humana.
O diretor disse que a animação o lembrava de um amigo com deficiência, tornando o experimento desrespeitoso. Ele criticou a ideia de usar IA para substituir a criatividade humana e afirmou que isso representa uma perda de fé na humanidade.
O debate sobre arte e inteligência artificial
A polêmica não se limita à ética artística. O uso da IA para recriar estilos levanta questões sobre direitos autorais. Para quem não sabe, essas ferramentas são treinadas com obras já criadas por artistas reais, que muitas vezes não são reconhecidos nem compensados.

O Studio Ghibli, por exemplo, é um caso a parte que é bastante reconhecido por seu trabalho meticuloso e extremamente emocionante em suas obras. Cada quadro de seus filmes exige horas de dedicação de artistas talentosos. A IA, por outro lado, apenas imita esse processo sem trazer a sensibilidade humana.
No fim das contas, o uso da IA para gerar imagens no estilo do Studio Ghibli pode parecer algo inofensivo. No entanto, para uso profissional, por exemplo… talvez seja necessário refletir sobre o impacto dessa tecnologia na arte e no reconhecimento dos artistas.
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